terça-feira, 7 de setembro de 2010

Experiência de educação integral melhora nota e zera evasão

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Experiência de educação integral melhora nota e zera evasão

30 de março de 2010

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A experiência de educação integral da rede municipal de Apucarana, no Paraná, melhorou o rendimento dos alunos em provas oficiais de monitoramento, reduziu a taxa de evasão a quase zero e aumentou a renda das famílias ao permitir que mulheres saíssem de casa para trabalhar. O sistema de ensino foi apresentado como uma experiência bem sucedida em educação integral na Conferência Nacional de Educação (Conae), que acontece até 1º de abril, em Brasília (DF).

Desde 2001, as crianças de 1ª a 4ª da rede municipal de Apucarana estudam das 7h30 às 16h30. Além das aulas em salas de aula elas participam de atividades como esportes, teatro, oficinas de robótica e jogos pedagógicos. No começo, as atividades eram realizadas em clubes e salões de igrejas, viabilizadas por parcerias com a sociedade. “A escola de tempo integral não é para ocupar a criança, mas para agregar a ela um olhar de integridade”, contou o secretário de Desenvolvimento Humano de Apucarana, Cláudio Aparecido da Silva.

Para implantar o novo modelo, foi necessário adaptar merenda, transporte e capacitação de professores, segundo Silva. “Alimentação era um ponto importante, porque a criança fica o dia todo fora de casa. Para dar conta, passamos a comprar os alimentos de pequenos produtores e implantamos um projeto de reeducação para evitar desperdício”, conta. “No começo houve grande resistência, porque educação integral não faz parte da cultura brasileira”.

Quase dez anos depois, o município apresenta aumento no índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), crescimento de sua taxa de aprovação, redução para quase zero das taxas de evasão escolar e cumprimento de 21% das metas para educação em 2012, segundo a Secretaria de Desenvolvimento Humano. Além disso, o órgão aponta que o sistema contribuiu para a redução da violência e fortalecimento da agricultura local.

Tempo e perspectiva integral

“Quem forma os alunos? Não é só a escola, mas também a família e a comunidade”, avaliou a especialista em educação no campo, Tânia Figueiredo, que também participou do debate. “Todos os espaços são educativos e todas as potencialidades do aluno podem ser desenvolvidas”, completou.

“Espaços diferentes permitem que as crianças criem perspectivas maiores e que sejam mais”, avaliou Tânia. “Mas não adianta ter espaços se o educador não está preparado para encontrar oportunidades de educação integral. Pensar nesse tipo de educação é pensar na natureza humana”, completou.

Fonte: Portal Aprendiz / Por Sarah Fernandes

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segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Horta escolar muda hábitos e melhora aprendizado

Com mudanças de hábitos alimentares, estudantes de três municípios que participaram do projeto-piloto sobre hortas escolares estão aprendendo mais e os índices de anemia e de obesidade caíram, comparados aos de anos anteriores. Os resultados foram expostos está semana, em Brasília, no Encontro Nacional Educando com a Horta Escolar promovido pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE/MEC).
Os relatos são de coordenadores e professores que trabalharam diretamente no projeto nos municípios de Santo Antonio do Descoberto (GO), Saubara (BA) e Bagé (RS). Participaram do encontro, técnicos do FNDE e das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO).
O professor Railson Ribeiro, da Escola Municipal Rural A Caminho da Luz, de Santo Antônio do Descoberto, disse que o melhor desse projeto é o envolvimento dos alunos. “O benefício da horta se reflete no aprendizado.” Segundo ele, os pais procuram a escola para falar sobre mudanças de hábitos das crianças e os testes para avaliar a anemia nos alunos revelaram que eles estão muito bem depois que passaram a se alimentar com produtos da horta.
Em Saubara, a história se repete e o entusiasmo também, diz a coordenadora Teresa Cristina, que observou a mudança de postura do professor ao reconhecer a horta como espaço pedagógico útil para o aprendizado.
Em Bagé, a professora Olga Maria Simões, secretária municipal de educação e coordenadora do projeto Hortas, disse que o professor tem liberdade para escolher quando levar os alunos à horta e que, constantemente, ouve relatos positivos dos pais. “Eles dizem que melhorou em tudo, que têm observado que as crianças estão mais engajadas, mais interessadas e mais exigentes.” Olga Simões explicou que no Rio Grande do Sul dois problemas de saúde são comuns entre os alunos: a obesidade e a anemia. Hoje, com o cultivo de legumes e hortaliças esse quadro mudou nas 60 escolas do projeto.
O resgate ao cultivo da terra, a reflexão sobre a importância do consumo de alimentos sem agrotóxicos e a interação entre professor, aluno, funcionário e comunidade também foram considerados pontos positivos pelos três municípios envolvidos no projeto-piloto, que teve duração de dois anos. O Projeto Horta Escolar — eixo gerador de dinâmicas comunitárias, educação ambiental e alimentação saudável e sustentável — é resultado de acordo assinado em maio de 2005 entre o FNDE e a FAO.
Como funciona — A FAO dispõe na internet todas as informações do projeto. No sítio www.educandocomahorta.org.br o projeto é detalhado e traz três publicações criadas para orientar os municípios, disponíveis para download. Na avaliação da FAO, o projeto justifica-se pelo fato de no Brasil a fome, a desnutrição, as deficiências de micronutrientes e as enfermidades serem resultantes de alimentação excessiva ou inadequada. A partir dos anos 80 (do século 20), doenças como diabetes, hipertensão arterial e obesidade alcançaram o patamar de 240%, agravando, juntamente com os males oriundos da subnutrição, a situação da saúde pública do país.
Lucy Cardoso
Palavras-chave: MEC, notícias, jornalismo, matérias

CLÁUDIA DE PAULA
A Importância do Computador na Escola

O computador é muito importante em sala de aula, pois ele auxilia no processo de ensino/amprendizagem. Como todos sabem, através do computador e da internet é possível fazer pesquisas e acessar uma infinidade de artigos que são de grande ajuda em trabalhos escolares. A internet é uma biblioteca sem precendentes, onde o mundo inteirno está ao alcance das mãos, basta um click. Além do mais, é importante ferramenta de interação entre alunos e professores, possiblitando um rendimento mais amplo do aprendizado, possiblitando uma comunicação entre professor e aluno a qualquer hora e em qualquer lugar.

Leia sobre o ProInfo (Programana Nacional de Tecnologia Educacional) programa do MEC com objetivo de crias laboratórios em escolas públicas. Disponível no site:
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=12185&Itemid=86
Postado por: Juliene Camargo

domingo, 5 de setembro de 2010

Endereços Interessantes


http://www.direitosdacrianca.org.br/

http://www.fiocruz.br/biosseguranca/Bis/infantil/direitodacrianca.htm

http://www.direitosdacrianca.org.br/

http://www.ibflorestas.org.br/pt/ultimas-noticias/25-noticias/498-concurso-premia-ideias-de-reciclagem-de-garrafas-pet.html

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-97022003000200007

http://www.vivenciapedagogica.com.br/node/621

ECA-Direitos e Deveres da Criança e do Adolescente


 Os direitos da Criança e do Adolescente permitem uma garantia oficial frente aos cuidados importantes na formação humana é inadmissível que a sociedade brasileira Juízes, Promotores, Governos, Família e Escola possam ficar indiferentes aos maus tratos enfrentados pelas crianças no mundo e especialmente no Brasil. A educação integral e integrada pode vir a ser um espaço por excelência que garanta parte destes direitos a integridade  humana.
 Art. 3º A criança e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei, assegurando-se-lhes, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, a fim de lhes facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, em condições de liberdade e de dignidade.





 Art. 5º Nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão, punido na forma da lei qualquer atentado, por ação ou omissão, aos seus direitos fundamentais.
Art. 7º A criança e o adolescente têm direito a proteção à vida e à saúde, mediante a efetivação de políticas sociais públicas que permitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso, em condições dignas de existência.

Ambiente e Saúde Humana

Ambiente e saúde humana
O Vale do Ribeira abrange uma extensa área de 32 municípios com uma população de menos de meio milhão de habitantes. A região hospeda parte significativa dos remanescentes da Mata Atlântica e o mais importante reservatório de água doce, ainda preservado, à meia distância das metrópoles Curitiba e São Paulo. O Vale do Ribeira atrai também pela beleza natural de suas paisagens naturais e patrimônio cultural, representado por suas comunidades ribeirinhas e litorâneas.

Vários estudos, realizados a partir da década de 1980, comprovaram inequivocamente que a bacia do Ribeira foi muito afetada pelas atividades econômicas levadas a efeito na região, em especial, pela atividade de mineração e metalúrgica no Alto Vale[1,2,3,4,5]. Esses efeitos tornaram-se visíveis na contaminação dos sedimentos fluviais por chumbo, zinco, cobre e arsênio, e, mais episodicamente, pelo registro de concentrações excessivas de metais nas águas superficiais. Conhecido o fato de que essa atividade industrial deixara em sua esteira um importante passivo ambiental, com o qual as populações da região teriam que lidar por muito tempo, persistia a dúvida sobre as conseqüências para a saúde das populações residentes. Os resultados, obtidos de forma inédita no Vale do Ribeira, não revelaram a existência de situação alarmante em nenhum dos municípios pesquisados, embora os níveis médios de chumbo em sangue das populações dos municípios mineiros tenham superado o valor médio obtido na cidade de referência, Cerro Azul. Porém, em duas comunidades, residentes nas proximidades da refinaria, com cerca de 100 famílias, 60 % das amostras de sangue apresentaram concentrações de chumbo superiores a 10 milésimos de grama por decilitro de sangue, limite máximo de boa saúde, internacionalmente aceito. Aproximadamente 13 % das amostras apresentaram concentrações de chumbo em sangue superiores a 20, o que já impõe a adoção de medidas de intervenção ambiental na área e acompanhamento médico desses casos[6,7].

A pesquisa incluiu a análise de cádmio em amostras de sangue e também de arsênio em amostras de urina, porém os resultados que despertaram especial preocupação foram os de chumbo. A intoxicação humana por chumbo pode causar sérios danos à saúde, em especial de crianças, variando desde anemia, comprometimento funcional dos rins, fígado e coração até danos cerebrais e retardamento mental.


Durante as colheitas de amostras biológicas, questionários individuais foram preenchidos com dados importantes para esse tipo de pesquisa como idade, sexo, tempo de residência na comunidade, distância das minas e da refinaria, consumo alimentar e outros hábitos como fumo e bebida. O processamento estatístico desses dados revelou que em todas as comunidades estudadas, os meninos apresentaram níveis médios de chumbo em sangue superiores aos das meninas. Como os meninos são mais suscetíveis a participar de jogos e brincadeiras de rua do que as meninas, essa informação foi sugestiva de que a via de exposição ao chumbo pudesse ser o contato com poeira e solo superficial, como já observado em outras partes do mundo, visto que nas comunidades mais afetadas as ruas não são pavimentadas.

Outras informações extraídas dos questionários indicaram que as crianças que se alimentavam de verduras e frutas cultivadas nas suas casas apresentavam níveis de chumbo em sangue mais elevados que os que declararam não consumí-los. O consumo ou não de peixe dos rios Ribeira, por outro lado, não influenciou significativamente os valores médios de chumbo em sangue das populações infantis estudadas.

Com respeito à população de adultos, os níveis médios de chumbo em sangue acompanhavam consistentemente as médias exibidas pelos grupos de crianças. É importante observar que o chumbo tem uma residência média no sangue bastante curta, de poucas semanas, e que a sua presença em concentrações elevadas no sangue revela exposição recente, ou seja, as comunidades continuam convivendo com a contaminação mesmo transcorridos vários anos desde o fechamento da indústria.

Geoindicadores ambientais
Face aos dados de exposição humana recente ao chumbo no Alto Vale do Ribeira surgiram naturalmente as perguntas sobre quais são as prováveis fontes e vias de contaminação. Para responder essas perguntas vários estudos complementares de avaliação da qualidade do ambiente foram levados a efeito e continuam sendo realizados na região.

Antigos descartes de minas e depósitos de rejeitos minerais, com altas concentrações de chumbo, encontram-se expostos nas proximidades da Plumbum (Adrianópolis). Os sedimentos do rio Ribeira nessa localidade ainda apresentam concentrações de chumbo de até 175 partes por milhão (1999)[7], valor inferior aos obtidos em pesquisas anteriores, mas ainda bastante elevado.

A abundância de rochas calcárias no Alto Vale do Ribeira é responsável por manter o pH das águas superficiais acima de 8 e essa condição não favorece a liberação dos metais pesados dos sedimentos e dos rejeitos para as águas. Por isso, as amostras de água do rio exibem baixas concentrações de chumbo, inferiores a 10 microgramas por litro que é o limite máximo permitido em água potável. Somado ao fato de que as águas de torneiras das casas também apresentam baixos teores de chumbo, chega-se à conclusão de que é bastante improvável que a via de contaminação humana por chumbo seja o consumo de água.

Uma via alternativa plausível, já observada em outras partes do mundo, poderia ser o contato com solos superficiais e poeiras contaminadas. As amostras de solo superficial, coletadas a várias distâncias da refinaria, apresentaram concentrações de chumbo variando de 21 a 916 partes por milhão, aumentando em direção à planta industrial. As amostras de solos de hortas residenciais também apresentam chumbo em concentrações excessivas[7,8], fato também observado em amostras de poeira coletadas no interior de residências.

Dados mais recentes (2004-2005)[8], resultantes da análise de certos alimentos consumidos pelas populações, revelaram que, com exceção do leite e milho, as concentrações de chumbo em ovos e em várias espécies de verduras e de legumes, colhidos nas hortas das comunidades próximas da refinaria, excedem os limites estabelecidos pela legislação brasileira.

Comentários finais
O presente estudo revelou que, embora as atividades de mineração e metalurgia tenham cessado em 1996, as populações do Alto Vale do Ribeira ainda convivem com várias fontes de contaminação ambiental, em especial de chumbo, tipicamente originadas da atividade de extração, beneficiamento e refino mineral. Os maiores níveis de exposição humana ao chumbo ocorrem nas comunidades localizadas nas proximidades da refinaria, município de Adrianópolis (PR). As emissões de metais para atmosfera, durante décadas de funcionamento da refinaria e subseqüente deposição dos particulados, ocasionaram a contaminação dos solos em áreas habitadas, sendo bastante improvável que a via de contaminação humana se deva ao consumo de água.

Essas populações hoje convivem com passivos ambientais e encontram-se expostas a substâncias nocivas à saúde, devendo ser, portanto, assistidas pelas autoridades de saúde locais e estaduais bem como pelos órgãos ambientais dos estados de São Paulo e Paraná.

Questões a serem instigada num grupo de alunos de Ensino Médio:
1º A intervenção do Homem no Espaço Físico podem interferir no percurso da Natureza?
2º Cabe apenas ao individuo preservar o meio ambiente?
3º É possível utilizar a tecnologia para desenvolver um cultura frente ao meio ambiente e saúde humana?
Construção de um Blog entre os alunos interligando as questões com reportagem e entrevistas no âmbito escolar

sábado, 4 de setembro de 2010

A TV COMO FERRAMENTA PEDAGÓGICA

Os programas televisivos, como novelas, telejornais, seriados, desenhos animados, noticiários, shows e outros, podem ser utilizados na sala de aula para introduzir ou aprofundar conteúdos e para discutir valores e comportamento humanos e dos animais em geral.
A televisão (TV) é um artefato cultural que se bem analisado e considerado no planejamento das aulas pode ser trabalhado sala de aula como um recurso pedagógico a favor do ensino e da aprendizagem. De acordo com Paola Gentile (2006), esse artefato midiático “usa ação, imagens e sons especialmente selecionados para prender a atenção da garotada. Ajuda na formação de memórias de longa duração. É capaz de desenvolver a imaginação dos jovens, e as histórias que ela conta são tema de conversas e debates acalorados entre eles”.

Para que se alcance êxito no uso da TV como recurso pedagógico, Pereira e Guimarães (2010) sugerem que se questione o seu alcance e objetivos, que estratégias de veiculação ela se utiliza e a quem ela se endereça. Ou seja, não é só utilizá-la, é necessário que ocorram aprendizagens e percepções críticas sobre seus conteúdos. Uma vez que sua estrutura básica está alicerçada na divulgação de fatos e imagens, reais ou criados por seus idealizadores.
A TV é um meio de comunicação de massa que possibilita ao telespectador visualizar o que é noticiado ou narrado, é possível, também, reconhecer quem fala através dela e de onde se fala. O seu uso não deve ser inocente ou isento de um olhar crítico por parte do professor.

O olhar da mídia, pensar o olhar da mídia e o nosso olhar em relação às suas imagens passa por esta expe¬riência de deixar-se tocar por imagens que de algum modo tocam as pessoas, no sentido de abrir-se ao que nelas ‘dá a pensar’, ao que nelas é fixado como experiência desejável ou negado como experiência possível. (FISCHER, 2008. Apud. PEREIRA; GUIMARÃES, 2010, p. 124).

Esse recurso, tão presente no cotidiano dos nossos alunos, tem perdido terreno para outros artefatos midiáticos, como o computador e a internet, porém é o instrumento de comunicação mais utilizado como fonte de lazer dos brasileiros (GENTILE, 2006). Nessa perspectiva, levar a TV para a sala de aula implica ensinar os alunos a vê-la com olhar crítico. “O fundamental é fazê-los entender que a televisão não é uma ‘janela para o mundo’ como gostam de caracterizar os mais entusiasmados. ‘Ela é um recorte muito bem produzido e montado da realidade e não a realidade’ (GIRARDELLO. Apud. GENTILE, 2006).
Neste sentido, ao pensarmos numa educação integral e integrada para os processos de ensino e de aprendizagem das ciências da natureza, não podemos descartar a “possibilidade de ampliação dos espaços e tem¬pos para uma análise mais primorosa das intrínsecas relações que nos con¬stituem (e também aos estudantes), a partir da incorporação dos produtos da mídia nas práticas pedagógicas” (PEREIRA; GUIMARÃES, 2010, p. 124).
No uso da TV, como recurso pedagógico, é possível visualizar o trabalho interdisciplinar. Quando analisamos as várias linguagens que estão sendo operadas na produção dos programas veiculados por ela, percebemos os links possíveis de serem feitos entre as várias áreas do conhecimento. Como, por exemplo, o trabalho desenvolvido pela professora Simone de Godoy Cuchera, professora da Escola Municipal de Ensino Fundamental Egon Schaden, em Francisco Morato, município da Grande São Paulo. Ela recorreu à TV para tratar de trabalho infantil com sua turma de 4ª série. A turma leu o Estatuto da Criança e do Adolescente e assistiu a reportagens dos programas Fantástico e Globo Repórter, da TV Globo (GENTILE, 2006).

A pesquisa, sobre o trabalho infantil no Brasil, orientada por esta professora resultou em uma representação de um telejornal feita pelos seus alunos. Esta é a ideia de um uso crítico da TV, não é apenas para reprodução ou para que os alunos fiquem quietos, é para a produção autônoma de novos conteúdos a partir daqueles vistos nela.


Estamos o tempo todo per¬meados/subjetivados por essa mídia, que traduz relações bem demarcadas. Apesar da importância desse reconhecimento, se faz necessário também, nesta proposta, um trabalho pedagógico com a possibilidade ampla de sus¬citar uma série de significações (construídas por nós, a partir da mídia), o que poderia nos trazer um entendimento e um olhar crítico dos produtos da mídia, a partir dela mesma (PEREIRA; GUIMARÃES, 2010, p. 125).

Para que o uso da TV alcance os objetivos estabelecidos no planejamento, é necessário cumprir algumas etapas:

1. Gravar o programa e selecionar as cenas que serão exibidas aos alunos, fazendo o recorte dentro dos seus objetivos.
2. Propor exercícios e atividades relacionadas ao vídeo: eles não podem ser exibidos como se fossem autoexplicáveis.
3. Checar a qualidade da imagem e do som.
4. Parar a exibição sempre que necessário para comentários ou explicações.
5. Pedir para os alunos anotarem as cenas mais importantes, as falas e os detalhes mais marcantes.
6. Rever as cenas mais importantes.
7. Observar as reações do grupo para voltar aos pontos da exibição que a turma mais se deteve (GENTILE, 2006, 2006).

A característica mais marcante da TV é que ela veicula temas atuais. Com isto, o seu uso pedagogicamente pode atualizar os conteúdos dos livros didáticos ou mesmo oferecer material que ainda não está neles. Este e outros benefícios devem ser considerados no seu uso, bem como devem ser analisados possíveis malefícios que os pais/responsáveis atribuam ao seu uso nas aulas, tais como: exibição de programas não autorizados; usá-la para tampar a falta de um professor; uso excessivo ou sem planejamento.
Observados todos os pontos positivos e/ou negativos do uso da TV como recurso pedagógico, resta-nos questionar quais as relações possíveis há entre esse artefato da mídia e a educação. Ao refletirmos sobre essa questão, o uso da TV será posto a favor da produção de conhecimentos por parte do professor e de seus alunos.

REFERÊNCIAS

GENTILE, Paola. Liguem a TV: vamos estudar. Revista Nova Escola. Edição 189, jan/fev. 2006. Disponível em: http://revistaescola.abril.com.br/crianca-e-adolescente/comportamento/liguem-tv-vamos-estudar-431451.shtml. Acesso em: 02/09/2010.
PEREIRA, Patrícia B; GUIMARÃES, Leandro B. O ensino-aprendizagem das Ciências da natureza com vistas à educação integral e integrada. In: MENDONÇA, Mercês P. C. (coord.). Curso Educação Integral e Integrada. Volume 2. Centro de Ensino e Pesquisa Aplicada à Educação – CEPAE. Goiânia: UFG/Funape/Ciar, 2010, p. 115-126.